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Ceará terá de qualificar 277.511 mil trabalhadores em profissões industriais até 2023

30/09/2019 - 09h09

O estado do Ceará terá de qualificar 277.511 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre 2019 e 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para subsidiar a oferta de cursos da instituição. Essas ocupações têm em sua formação conhecimentos de base industrial e por isso são oferecidas pelo SENAI, mas os profissionais podem atuar em qualquer setor da economia.

A demanda prevista pelo estudo inclui, em sua maioria, o aperfeiçoamento (formação continuada) de trabalhadores que já estão empregados. Em parcela menor (25%) estão aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho (formação inicial). Nesse grupo estão pessoas que vão ocupar tanto novas vagas quanto postos já existentes e que se tornam disponíveis devido a aposentadoria, entre outras razões.

Além de subsidiar a oferta de cursos do SENAI, o Mapa do Trabalho pode apoiar jovens na escolha da profissão e trabalhadores que desejam se recolocar no mercado. “O profissional qualificado de acordo com a necessidade do mundo de trabalho tem mais chances de manter o emprego e também pode conseguir uma nova oportunidade mais facilmente quando as vagas forem oferecidas”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Jairton Bezerra, de 32 anos, já está se capacitando para aproveitar essa demanda. Ele é assistente administrativo de vendas na Vicunha e cursa técnico têxtil no SENAI Ceará, in company. Na semana que vem, completa 10 anos no emprego. "Meus horizontes se abriram exponencialmente com o curso. Estou tendo a oportunidade de conhecer o processo de fabricação dos produtos como um todo, na prática", conta. E ele não quer parar por aí. Jairton já pensa em estudar logística, administração e algum idioma para seguir se capacitando para continuar atuando na indústria.

Karine Braz, de 25 anos, entrou como Jovem Aprendiz, em 2014, na Foiri Indústria e Comércio, a Turma da Malha, e hoje é responsável pelo setor de qualidade da empresa. Tudo graças à capacitação. Ela é aluna do curso técnico em vestuário no SENAI Parangaba. "Com o curso, aprendi muito sobre gramatura de tecido, tramas, processo de corte, que influencia muito na qualidade. Sou muito grata ao SENAI pelo ensino de qualidade, pelo dinamismo do ensino. A gente vê muita prática. Sou uma nova Karine. Aprendi muita coisa e estou pronta para qualquer batalha", relata.

O SENAI Ceará, junto a Federação das indústrias do Estado - FIEC, está preparado para formar esses profissionais. A instituição conta com seis unidades de educação (três em Fortaleza, uma na região metropolitana e duas no interior) e um Instituto SENAI de Tecnologia e Inovação que está integrado com as unidades de educação. “Nossas unidades possuem laboratórios modernos e bem estruturados, com máquinas e equipamentos de última geração, que possibilitam a vivência prática das operações industriais resultando em uma formação profissional de qualidade”, explica Paulo André Holanda, diretor regional do SENAI Ceará.

FORMAÇÃO DE TÉCNICOS – As áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica no Ceará são transversais; informática; energia e telecomunicações; têxtil; e eletroeletrônica. Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica e técnicos de controle da produção.

Cursos técnicos têm carga horária entre 800h e 1.200h (1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. Ao término, o estudante recebe um diploma.

Áreas com maior demanda por formação - Técnicos

Ocupações industriais com maior demanda por formação dentro e fora da indústria - Técnicos

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL – Já os cursos de qualificação são indicados a jovens ou profissionais, com escolaridade variável de acordo com o exercício da ocupação, e buscam desenvolver novas competências e capacidades. Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão. As áreas que mais vão exigir a capacitação de trabalhadores com esse tipo de formação, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023 serão:

Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (+200h)

Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (-200h)

Segundo o Mapa, entre as ocupações que exigem cursos de qualificação e que mais vão demandar profissionais capacitados estão operadores de máquinas para costura de peças do vestuário e mecânicos de manutenção de máquinas industriais:

Ocupações industriais com maior demanda por formação dentro e fora da indústria - Qualificação (+200h)

Ocupações industriais com maior demanda por formação dentro e fora da indústria - Qualificação (-200h)

Em relação ao nível superior, as áreas de informática, gestão e construção serão as que mais vão precisar qualificar profissionais no período de 2019 a 2023, de acordo com o Mapa do Trabalho:

METODOLOGIA - O Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores; projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional industrial (formação inicial e continuada). As projeções e estimativas são desagregadas no campo geográfico, setorial e ocupacional, e servem como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do SENAI.

Na opinião de Rafael Lucchesi, conhecer as necessidades do mercado é fundamental para o planejamento da oferta de formação profissional. “O SENAI é referência em educação profissional porque está alinhado com as necessidades da indústria e mantém seus cursos atualizados com o que existe de mais avançado em termos de tecnologia”, explica.

A instituição possui o Modelo SENAI de Prospecção, que permite prever quais serão as tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho em um horizonte de cinco a dez anos. A metodologia já foi transferida a instituições de mais de 20 países na América do Sul e no Caribe. O método foi apontado ainda pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como exemplo de experiência bem sucedida na identificação da formação profissional alinhada às necessidades futuras das empresas.

 

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