*Artigo originalmente publicado no jornal O Otimista, dia 30/01/2020.">
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Inovação: como grandes empresas podem se beneficiar de parcerias com startups

A inovação tem sido uma estratégia muito importante nas grandes empresas. Quando tomada, de fato, como prioridade, consegue alcançar resultados surpreendentes. Por isso, a tática é inovar de forma rápida para ter resultados em um curto espaço de tempo. Atualmente, as startups são as grandes especialistas no assunto, que atuam com um modelo de negócio repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

A forma como as startups lidam com as ideias e os erros é bem diferente das grandes empresas, além de trabalharem com um modelo enxuto e ágil. Elas atuam em um cenário de incerteza, pois é difícil prever se determinada ideia ou projeto de empresa irá realmente dar certo. O modelo de negócio se baseia em como transformar o trabalho em dinheiro de forma repetível, por ter condições de entregar o mesmo produto em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente, além de ser escalável, ou seja, crescer cada vez mais em receita, mas com custos crescendo mais lentamente.

Essa metodologia enxuta, rápida e apta a lidar com eventuais riscos é o que as grandes empresas buscam, sendo, portanto, vantajoso para elas firmarem parcerias com startups que lideram a inovação em quase todos os setores no mundo. Um ecossistema de startups prova sua expertise em encurtar os ciclos de inovação, explorar a tecnologia, aperfeiçoar os modelos de negócios existentes e inventar novos modelos de maneira mais rápida e eficaz.

Assim, uma empresa tradicional pode se beneficiar das parcerias, adquirindo tecnologias, novos modelos de negócios, evitando a rigidez que geralmente enfrentaria ao tentar assumir todos os projetos internamente, entre outras razões. Da mesma forma, as startups podem ganhar nome e destaque ao firmar parceria com grandes marcas.

O SENAI, por meio do Edital de Inovação para a Indústria, lança a possibilidade de estreitar os laços entre instituições âncoras e startups. A Categoria C do referido edital tem como objetivo conectar médias e grandes empresa, e também investidores a startups de base tecnológica, a microempreendedores individuais (MEI) ou a micro e pequenas empresas (MPE).

As empresas de maior porte, chamadas de instituições âncoras, apresentam desafios industriais para que as empresas menores desenvolvam soluções inovadoras, compartilhando os riscos financeiros e tecnológicos.

Por que gastar milhões e perder tempo desenvolvendo uma solução que já pode estar avançada nas mãos de uma startup? Por que não lançar um desafio a uma startup ao invés de mobilizar ou contratar uma equipe para planejar e executar um projeto? Ao firmar essa parceria, as grandes empresas estarão melhor posicionadas para avançar no mercado contra seus concorrentes, potencializando o aumento dos lucros e o desempenho dos processos.

Ronara Aragão

Sobre o Autor: Ronara Aragão

Advogada pela Universidade Fortaleza - UNIFOR, MBA em direito tributário pela Faculdade Estácio de Sá (2017), mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo Instituto Federal do Ceará - IFCE. Atualmente é consultora Técnica do Núcleo de Inovação Tecnológica do SENAI Ceará.
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