que mais cresceram nos últimos anos, mesmo em decorrência da pandemia da COVID-19. De acordo com a ABIA, Associação Brasileira de Alimentos e Bebidas, a área registrou um crescimento de 12,8% em 2020. 

Em virtude da alta demanda da área, o SENAI começará a disponibilizar cursos na área de alimentos e bebidas na unidade de Maracanaú a partir de 2022. Você quer crescer profissionalmente nessa área?

Então, prossiga acompanhando este artigo. Aqui você vai entender mais sobre o mercado de trabalho, cursos ofertados e perspectivas do setor para o futuro, com foco na demanda de Maracanaú. Boa leitura! 

Entenda mais sobre a área de Alimentos e Bebidas do SENAI Maracanaú 

Quando falamos em alimentos e bebidas, o que vem na sua cabeça? Provavelmente, você pensa em bolos, pães, doces, salgados, não é mesmo? Mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a área de alimentos e bebidas não se resume apenas a isso.

Por isso, o SENAI Maracanaú está antenado com as tendências de mercado e entendeu a necessidade de atender a demanda do município e cidades vizinhas, como Apuiarés, Horizonte, Itapajé, Maranguape, Pacajus, Pentecoste, Russas, São Gonçalo do Amarante e Uruburetama. 

Na região, o foco se concentra nas frutas e hortaliças, bebidas e pescado. Por isso, os cursos ofertados no SENAI Maracanaú estão voltados para esses segmentos. Confere só alguns que estão no nosso portfólio:

Na unidade de Maracanaú, temos salas de aula climatizadas, laboratórios para o aprendizado constante, professores qualificados, aulas práticas e plantas pilotos.

No total, são 3 plantas pilotos: a de frutas e hortaliças, de bebidas e de pescado. E, se você não sabe muito bem o que são essas plantas, nós explicamos: uma planta piloto é um pequeno sistema de processamento químico, ou seja, uma planta de processo em escala reduzida. Elas existem com o objetivo de produzir em pequena escala, fazer simulações, ideal para aprendizagem dos alunos do SENAI, uma vez que ele poderá se aprofundar e colocar em prática todo conhecimento que ele aprende em sala de aula.

Mercado de trabalho e áreas atendidas pelo SENAI Maracanaú 

O profissional que estuda com foco em atuar para o município de Maracanaú e cidades vizinhas pode trabalhar em:

Abaixo você confere exemplos de empresas que você, como profissional da área, pode atuar: 

Bebidas alcoólicas e não-alcoólicas: no Ceará, há um grande potencial econômico para o consumo de bebidas no modo geral. Além disso, o estado é um grande produtor de cachaça, sucos, polpas, refrigerantes e água. Dentre as empresas que trabalham no segmento, podemos destacar a Ambev, Solar Coca-Cola, Heineken e Grupo Edson Queiroz.

Frutas e Hortaliças: também somos bons produtores de frutas e hortaliças. O SENAI Maracanaú possui uma parceria com as Centrais de Abastecimento do Ceará (CEASA-CE). Inclusive, em agosto desse ano, o SENAI junto com o Governo do Estado, promoveu aulas práticas do curso de Ciências Aplicadas às Frutas, com o intuito de qualificar 3.800 pessoas ligadas à Ceasa de todo o estado.

Pescado: a área de produtos de origem animal trabalha com beneficiamento, processamento e reaproveitamento. No setor, podemos destacar a Crusoé Foods, maior exportadora de atum em conserva do país, localizada em São Gonçalo do Amarante. 

O salário médio nacional de um assistente de Alimentos e Bebidas é de R$ 4.077 (Fonte: Site Glassdoor). Já um Gerente de Alimentos e Bebidas possui uma média salarial de R$ 5.655 e pode ganhar até R$ 7.876 (Fonte: Site Vagas).

Lembrando que o salário do profissional pode sofrer alterações dependendo do nível do especialista, do cargo exercido, da empresa em que ele vai atuar e da região em que ele vai trabalhar. 

Dicas para quem quer trabalhar no setor de Alimentos e Bebidas 

Se você chegou até aqui, certamente tem interesse em trabalhar na área. Por isso, para que você invista nela, separamos algumas dicas. 

Fique de olho nas tendências do mercado

Para quem deseja trabalhar na área de alimentos e bebidas, é fundamental ficar sempre atento às tendências do mercado. Afinal, estando ciente do que vai despontar nos próximos meses, fica mais fácil atuar no setor, fazendo novas criações e focando em inovação.

Inclusive, essa é uma das perspectivas do futuro para a área: inovação. Como falamos no início do artigo, a pandemia não afetou o setor que busca um aumento de tecnologias disruptivas, gestão mais sustentável de toda cadeia de produção e, principalmente, alimentos que têm a saudabilidade como critério.

Para você ter uma ideia, atualmente o Brasil é o 4° colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global, de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor. Por isso, não descuide das tendências de mercado se você quiser ficar à frente da concorrência no mercado de trabalho. 

Procure sempre instituições reconhecidas pelo mercado de trabalho 

Que é importante se qualificar, isso você já sabe. Mas, não adianta procurar qualificação de qualquer jeito ou em qualquer lugar, concorda? Por isso, a nossa dica é que você procure instituições reconhecidas pelas indústrias, como o SENAI Ceará.

É fundamental que a instituição tenha uma bagagem de conhecimento prático que vai direcionar você para o mercado de trabalho. E o SENAI entende disso. Afinal, nós estamos alinhados com as necessidades das empresas.

Isso porque, de acordo com a Pesquisa Egressos (2019): 

Estamos sempre buscando desenvolver e capacitar profissionais para atuar no mercado de trabalho, com foco em qualificá-los para o aumento da produtividade nas empresas e para que eles consigam sucesso profissional.

Os cursos do SENAI formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, desde a iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica. E é por isso que os profissionais do SENAI são os mais procurados dos últimos anos

Se interessou e deseja conhecer todos os cursos que o SENAI oferece na área de alimentos e bebidas? Então, basta clicar aqui

Temos a certeza que você encontrará um curso que desperte seu interesse e alinhado com as suas expectativas para o futuro.

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Evolução da usinagem de peças: como a indústria brasileira está avançando

Os processos de usinagem nunca param de evoluir, são parte fundamental do próprio processo produtivo e, portanto, uma das bases da indústria. O mais antigo e contínuo estímulo à evolução da usinagem é a formulação e descoberta de novos materiais, com propriedades mecânicas cada vez melhores. Estes, por sua vez, impulsionam o aprimoramento de matérias-primas, a partir das quais são desenvolvidas novas ferramentas, novos fluidos de corte e até novos processos.

O desenvolvimento das máquinas, principalmente através da implementação do CNC (Controle Numérico Computadorizado), trouxe agilidade com a diminuição dos tempos de preparação e ajustes, menores perdas de produção e tolerâncias dimensionais mais restritas – em virtude da repetibilidade e precisão superiores às humanas.

Mesmo com tantas vantagens, e já não sendo uma tecnologia jovem, o CNC ainda ofusca outras siglas importantes, que acabam não sendo tão notadas quanto merecem. Ao longo dos anos, os departamentos de projeto vêm se aperfeiçoando e buscando projetar, enquanto pensam na redução dos custos de fabricação. Essa postura chama-se DFM (Design for Manufacturing).

Softwares CAD (Computer-Aided Design), CAE (Computer-Aided Engineering) e CAM (Computer-Aided Manufacturing), quando integrados, têm um incrível potencial, pois são capazes de otimizar a seleção de materiais, a geometria de mecanismos, a topologia de peças e, enfim, as estratégias e parâmetros de usinagem. Tudo isso enquanto buscam minimizar as despesas e aumentar a produtividade.

A integração entre as etapas de criação e construção, por meio de simulações, traz avanços indispensáveis. Equipes enxutas têm conseguido entregar produtos já bastante refinados em ciclos de projeto cada vez mais econômicos e reduzidos, dando condições para que as empresas reajam agilmente às frequentes variações de mercado.

Parâmetros de usinagem são geralmente otimizados para reduzir gastos e aumentar a produtividade. Normalmente, uma fabricação mais eficiente não está diretamente ligada a uma maior produtividade, já que lucro total sobre um lote de peças ou sobre um determinado intervalo de tempo passam longe de ser a mesma coisa. O equilíbrio entre os fatores associados à usinagem depende de muitos aspectos, como demanda, concorrência, fornecedores, mão de obra, impostos, etc.

Logo, nem sempre é fácil determinar qual a melhor estratégia de usinagem, pois além de apresentar custos minimizados, tal tática ainda deve ser estável ou deve adaptar-se de forma eficiente, diante de todas as possíveis flutuações vinculadas às variáveis citadas anteriormente. Como o mercado se transforma continuamente, estratégias inéditas surgirão sempre, em um ciclo perpétuo de refinamentos e evoluções.

Com a Indústria 4.0 a presença de robôs em processos de fabricação também vem se tornando mais frequente. Operações de transporte, inspeção, seleção e posicionamento de peças já são melhor desempenhadas por tais máquinas que por humanos. Apesar disso, essa talvez não seja a maior evolução. Ainda no campo das otimizações de processos, temos outros avanços provenientes da Indústria 4.0, onde bons sistemas de monitoramento de processos e um forte sensoriamento das máquinas se torna capaz de otimizar e corrigir parâmetros de maneira instantânea e em frequências altíssimas, baseados em informações colhidas em tempo real e armazenadas em bancos de dados.

A usinagem faz parte do conjunto dos métodos de fabricação, onde estão também inseridos outros, como: fundição, processos de conformação plástica, laminação de materiais compósitos, sinterização e manufatura aditiva, habitualmente divulgada como impressão 3D.

Muito se discute sobre o futuro dos processos produtivos, pois é evidente a concorrência entre eles, e todos vêm evoluindo, principalmente a manufatura aditiva. Eventualmente, a manufatura aditiva vai se tornar bastante significativa, pois tem grandes vantagens quanto à liberdade de formas e a economia da matéria-prima, mas é muito difícil competir com a agilidade, a precisão e o acabamento dos processos de usinagem. Com toda sua história, a indústria já demonstrou que o melhor caminho é dispor de todas as opções e, assim, formular estratégias híbridas, aproveitando as características de cada método nas etapas onde o mesmo apresenta maior vocação. A criação e integração de diferentes métodos de fabricação significa uma evolução do próprio processo produtivo. A usinagem acompanha tudo isso e suas características a colocam em um lugar de destaque estável.

Tentando se posicionar de forma competitiva no mercado global, que encontra na constante evolução dos produtos a arte de atrair o cliente, o Brasil parte em desvantagem. Grande parte dos avanços citados no texto estão relacionados a investimentos significativos, muitas vezes ligados a importações. Os desembolsos ligados à renovação do maquinário e às novas ferramentas de desenvolvimento de produtos e linhas de produção elevam os valores totais, tornando o retorno desses investimentos algo a longo prazo. Com muita desenvoltura, os grandes industriais encontram na larga escala e nos cortes de custos, meios para acompanhar a evolução do setor de usinagem. Enquanto isso, na maioria das vezes, as indústrias de médio e pequeno porte que não apresentam as condições necessárias para se manterem atualizadas acabam esperando o barateamento das tecnologias para adquiri-las. Tendo em vista o problema de se manter a modernização da indústria nacional, mostra-se necessário um programa de apoio às indústrias, principalmente pequenas e médias, ajudando a mapear planos de investimentos que implementem as inovações com paybacks mais altos e rápidos de maneira prioritária, oferecendo assim saídas estáveis e mais lucrativas.

Caio Torres Crispim

Sobre o Autor: Caio Torres Crispim

Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui experiência em ensaios em motores de combustão interna, manutenção em linhas de britagem, projeto e dimensionamento de componentes mecânicos para máquinas industriais e veículos terrestres . Atualmente como bolsista graduado no Instituto SENAI de Tecnologia em Eletrometalmecânica, onde trabalha no setor de PD&I.
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