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Automação industrial: uma oportunidade para aumentar a produtividade e ser mais competitivo

Desde os primórdios da indústria, o homem enxerga a necessidade de encontrar uma maneira flexível, ágil e segura de executar atividade insalubres, repetitivas e perigosas de maneira confiável e padronizada. É partindo desse ponto que nasce a tecnologia conhecida como automação industrial, no início da década de 50.

Vale lembrar que desde o século XVIII a indústria avançava na Inglaterra com a 1ª Revolução Industrial, com suas máquinas a vapor e, em seguida, com o processo de mecanização, que ficou conhecido como a 2ª Revolução Industrial. Mesmo assim, as atividades ainda eram realizadas por mãos humanas, além da falta de segurança, as taxas de retrabalho e improdutividade eram altas, o que atrasava os avanços. Era preciso que o homem evoluísse em relação à sua maneira de fabricar coisas. Já naquele momento, certas atividades dispensavam o contato direto e a manufatura.

Nasce, então, a 3º Revolução Industrial. Com o advento da eletrônica, surgem os componentes eletrônicos, os computadores industriais e as redes de comunicação, que transformaram a indústria e os meios de produção definitivamente. A sociedade passou a contar com produtos padronizados, eficientes e mais baratos, e a indústria ganhou, de fato, a automação, tornando-se mais flexível e produtiva. Com máquinas programáveis que trouxeram benefícios como agilidade, precisão e segurança, a automação permaneceu evoluindo em diversos campos, desde calculadoras de bolso a foguetes e sondas espaciais. Em tudo se aplica o conceito de automação.

Mas a evolução é contínua. Essas máquinas ainda não eram capazes de tomar decisões, apenas cumpriam as rotinas que eram programadas para executar. É então que a 4º revolução acontece. Com ela, linhas de montagem totalmente automatizadas atuam, por exemplo, em fábricas de automóveis; manipulando produtos químicos; contando, selecionando e classificando produtos em esteiras; embalando, empacotando e despachando nos setores de logística. Em infinitas aplicações, a automação industrial tem atuação, e um novo conceito ganha popularidade: a Indústria 4.0.

O SENAI Ceará é uma das instituições cearenses que desenvolve soluções tecnológicas para suprir demandas de automação em variados segmentos industriais. Um exemplo de projeto bem-sucedido foi a criação de um sistema para monitoramento de secagem de pás eólicas em uma indústria local.
Na fase de manutenção e produção, as pás de fibra de carbono necessitavam passar por um estágio de cura, onde eram submetidas a temperaturas elevadas dentro de um túnel a um determinado fluxo de ar aquecido. Devido à grande extensão do túnel, a temperatura variava bruscamente entre um ponto e outro, o que, em muitos momentos, exigia que o processo fosse parado, e o operador precisasse analisar se a secagem estava, ou não, satisfatória. Como solução, o SENAI Ceará desenvolveu um sistema de automação que permite controlar o fluxo de ar e temperatura. Através da setorização do túnel de secagem das pás, foi possível garantir uniformidade, o que tornou o processo mais eficiente e confiável além de dispensar o contato do operador com o produto.

Tiago Gomes de Araújo

Sobre o Autor: Tiago Gomes de Araújo

Graduando em Engenharia Elétrica pela Faculdade Farias Brito, técnico em Eletromecânica de Manutenção Industrial pelo SENAI Ceará e em Eletrotécnica pelo Centro de Estudo e Pesquisa em Educação Profissional. Atualmente atua como Assistente Técnico no SENAI Ceará.
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