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SENAI
A parceria entre startups e empresas tradicionais

A inovação tem sido uma estratégia muito importante nas grandes empresas. Quando tomada como prioridade, alcança resultados surpreendentes. Em muitos casos, a estratégia é buscar parceiros externos, tecnologias e recursos que possam gerar sinergia com seus projetos.

De fato, as empresas que buscam se diferenciar por meio do conhecimento colaborativo, criatividade e ideias de fontes internas e externas estão mais propícias ao sucesso em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Em tal cenário, muitas parcerias surgem entre grandes empresas e startups. Essa aliança é do um jogo de ganha/ganha, no qual as grandes empresas oferecem ganhos de escala, acesso a recursos e experiência em gestão e logística às startups que, por sua vez, trazem agilidade e inovação na solução de problemas.

Para as startups, impedir cópia por terceiros sobre suas criações, seja marca, desenho industrial ou registro de software, é muito importante. Por isso, a propriedade intelectual é uma forma de se proteger, permitindo a criação de barreiras de entrada a concorrentes. Além disso, as startups podem se beneficiar de direitos de propriedade industrial, assegurando exclusividade de uso e exploração de suas criações, evitando que terceiros se beneficiem indevidamente dos esforços dos inventores.

É importante ressaltar que a grande empresa, ao se aliar à startup, também busca se destacar no mercado e criar barreiras de entrada a outros concorrentes. Assim, é de suma importância que a propriedade intelectual e a transferência de tecnologia sejam apontadas no momento da negociação. Os contratos firmados devem prever os direitos de propriedade intelectual e industrial envolvidos no relacionamento, tanto os anteriores a parceria como os que surgirão com ela. Também é importante prever o segredo das informações que cada parte tomará conhecimento e estabelecer regras de uso da marca.

O relacionamento de startups com grandes empresas é um desafio, mas, sobretudo, uma oportunidade. O ponto de equilíbrio é saber aproveitar a estrutura da empresa já consolidada, cuja contribuição que não está à venda no mercado, e estimular seu diferencial competitivo de gestão ágil, enxuta, diante dos riscos que a fazem crescer rapidamente.

 

*Artigo originalmente publicado no jornal O Otimista, dia 30/01/2020.

Ronara Aragão

Sobre o Autor: Ronara Aragão

Advogada pela Universidade Fortaleza - UNIFOR, MBA em direito tributário pela Faculdade Estácio de Sá (2017), mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo Instituto Federal do Ceará - IFCE. Atualmente é consultora Técnica do Núcleo de Inovação Tecnológica do SENAI Ceará.
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