Gestão da inovação A ISO 56002 (Gestão da inovação - Sistema de gestão da inovação – Orientação) abrange todos os aspectos da gestão da inovação, desde a geração da ideia até a inserção de um novo produto no mercado. A norma poderá ser aplicada a todos os tipos de organizações, independe do setor ou tamanho, para todos os tipos de inovações (produto, serviço, processo, modelo e método, variando de incremental a radical) e todos os tipos de abordagens (inovação interna e aberta, atividades de inovação orientadas ao usuário, ao mercado, à tecnologia e ao design). A ISO 56003 (Gestão de Inovação - Ferramentas e métodos para a parceria em inovação – Orientação) fornece uma abordagem estruturada para organizações que buscam inovar em parceria com outra organização. A ISO/TR 56004 (Avaliação de Gestão da Inovação – Orientação) visa ajudar as organizações a revisar de forma mais eficiente seus processos de gestão da inovação, para que seu desempenho melhore continuamente.  A ISO 56002 (Gerenciamento de Inovação - Sistema de Gerenciamento de Inovação – Orientação) oferecerá orientações para o desenvolvimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema real de gerenciamento de inovação. Estamos vivendo a quarta Revolução Industrial e a inovação é fundamental para o desenvolvimento social e econômico da sociedade. As empresas necessitam se reinventar e se destacar entre a concorrência, além disso, precisam evitar a descontinuidade de seus produtos e serviços. Porém, a gestão da inovação deve ser eficaz para permitir melhor resultado e envolvimento da equipe, além de estimular melhorias e inovações constantes.

Estrutura facilmente integrada

A ISO será o start para mudança do mindset da empresa, mudança da cultura, quebra de paradigmas, e o estabelecimento de processos simples e funcionais que proporcionam atuação rápida diante das mudanças. É importante destacar que a ISO 56002 possui estrutura que será facilmente integrada a outras normas como, por exemplo, ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001. Muitos são os benefícios com a implementação de um sistema de gestão da inovação: internos, externos, culturais, organizacionais e de mercado, que refletem em valores financeiros e não financeiros. Um sistema de gestão da inovação é essencial para todas as empresas que precisam se reinventar, aumentar sua carteira de ofertas, aprimorar sua eficiência e alavancar a cultura de criatividade, colaboração e se manter competitiva.">
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SENAI
A importância do PCP para a saúde financeira da empresa

O processo de modernização da gestão dos sistemas produtivos, face ao avanço da globalização da economia e da inovação científica e tecnológica, tem obrigado as empresas, por questão de sobrevivência no mercado, a buscarem alternativas que as levem à obtenção de ganhos de produtividade. O mercado impõe duas alternativas: ou melhoram o seu planejamento ou fecham suas portas.

Planejamento da produção

A indústria praticava amplas margens de lucro. Com o aumento da concorrência, isso acabou. Antes, as perdas de processo e as paradas de produção por falha do planejamento se diluíam na ampla margem do lucro e passavam despercebidas. Não eram raras paradas de duas horas ou mais em uma linha de produção por falta de material. De modo geral, nas micro e pequenas empresas, não havia planejamento da produção: o proprietário junto com o encarregado da produção, ao chegarem na empresa pela manhã, davam uma olhada nos pedidos e, por uma ordem de produção não documentada, iniciavam a produção do dia.

Essa ausência de planejamento causava paradas de produção, muito desperdício de tempo e material. As perdas de material eram muito frequentes em etapas de preparação, como corte, por exemplo. A falta de uma ordem de produção documentada fazia com que peças fossem cortadas equivocadamente e muitas literalmente perdidas porque não tinham pedido para aquele produto. A dinâmica era a seguinte: vai cortando aí que depois a gente encaixa em um pedido. Ocorria que esse pedido não acontecia e peças em estoque intermediário ficavam paradas.

Obrigatório planejar

O tempo passou, as margens do lucro na indústria encolheram sensivelmente e não foi mais possível trabalhar desse jeito. Obrigatoriamente, as empresas tiveram que planejar. Com isso surgiu o Planejamento e Controle da Produção – PCP, um método de gerenciamento que busca programar, controlar e melhorar o aproveitamento dos recursos materiais e tempo das pessoas na produção, reduzindo, por exemplo, a ocorrência do retrabalho, um dos principais vilões da baixa produtividade industrial no Brasil.

Com um bom planejamento, é possível tomar decisões de forma assertiva. Com esse método, as atividades produtivas são planejadas a partir de um fluxo do processo que começa com o recebimento do pedido do cliente até a entrega do produto elaborado antecipadamente com um horizonte temporal de semana, quinzena e mês, dependendo da existência de pedido em carteira. Dessa forma, o suprimento de materiais, o balanceamento da produção e o prazo de entrega do pedido serão cumpridos. A velha prática de iniciar a produção do dia dando uma olhada nos pedidos não é mais permitida.

Setor com grande importância

O PCP, às vezes, ainda é visto com um setor isolado, mas ele tem grande importância para toda a empresa. Sendo bem executado, contribui com a redução de desperdícios, a otimização dos recursos e a entrega do pedido no prazo acordado, impactando diretamente nas finanças da empesa, uma vez que não haverá atrasos das entradas no fluxo de caixa.

Ao longo do texto, a ocorrência da falta de planejamento como algo ruim para as empresas foi tratada como um acontecimento do passado. Quem dera todas as empresas já tivessem entendido essa necessidade. Infelizmente, muitas empresas ainda não atentaram para isto e continuam perdendo muito dinheiro por falta de um sistema de planejamento e controle de produção.

Francisco Leite Dantas

Sobre o Autor: Francisco Leite Dantas

Graduado em Pedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Regional do Cariri. Especialista em Economia Empresarial pela Universidade Regional do Cariri e MBA em Gestão Estratégica de Instituições de Educação Profissional e Tecnologia pela Faculdade SENAI de Santa Catarina. Atualmente é coordenador de serviços de consultoria do SENAI Ceará.
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1 Comment

  1. Muito bom mestre Leite. Realmente sem planejamento as empresas não terão futuro. Os empresários têm que entender que o mundo mudou drasticamente.

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